Não há ego que resista há um dia-a-dia, uma rotina bem estabelecida, uma pressão insistente. Bom, na verdade, há sim, aliás, os grandes egos eles resistem, e resistem da mais contundente forma possível, resistem eliminando adversários.
Instituir relações saudáveis depende continuamente de ceder. E ceder nunca foi a opção número um do ego. Ao mesmo tempo o estresse e a colisão sistemática também não costumam ser bons amigos do nosso ser etéreo pessoal. Nesse universo a eliminação de adversários leva invariavelmente a escolha mais direta, solidão.
Ser racional demanda uma energia constante, planejamento pessoal, capacidade adaptativa, aprovisionamento futuro. A racionalidade em si é um dom e um fardo. Quem não padece desta condição costuma enxergar o panorama como degradante, insensível e desconstrutor, mas na verdade é apenas um outro lado de uma mesma balança. O ser razão pode nos conduzir a caminhos diversos, o que diverge ao fim nos ângulos tênues são as interpretações dos embates de ego.
Levando a frente a teoria estabelecida, a discussão passa a ser o meio termo pacífico que satisfaz ao ego e satisfaz ao social. É o ponto em que o impulso positivo das relações é capaz de suprimir os danos potenciais relativos. No entanto só os racionais são capazes de repelir os instintos e executar algo mais complexo que o constante morde/assopra da emocionalidade.
Junto ao Karma, vêm a sapiência social, que cobra uma postura cada vez mais resiliente, o que tensiona o ego ponto após ponto. Essa tesão leva constantemente questão de permanecer ou interromper os ciclos. E essa decisão estabelece uma aura de poder que vai contaminando o dia a dia de que vivencia esse dom.
Nesse caminho de tensão do Ego cada bom momento e cada boa memória aliviam a pressão dos pontos de conflito e só os racionais são capazes de absorver e drenar essas linhas energéticas. Na contrapartida a insistência acaba por manter uma discussão interna constante, de valor e de prazer.
Ponto final dessa discussão acaba por ser a eterna luta entre o Ego destrutivo e o amor próprio protetor, no qual o ponto médio dita o capacidade de se manter saudável. A dica que fica é a importante insistência do dia-a-dia, e a não menor necessidade de reavaliação constante. Se respeitar é respeitar o outro, mesmo quando parece pesado é preciso tomar decisões e interromper ciclos destrutivos!
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