segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Palavras e lições, por Willian Shakespeare

Depois de ver um vídeo na internet me deu vontade de voltar a escrever...
Na verdade já tive vários insights desde o último post mas só agora houve tempo de canalizar!

O texto do vídeo na íntegra:

Um dia você aprende que... Depois de um tempo você aprende, a diferença, a sutil diferença, entre dar as mãos e e acorrentar uma alma.
Você aprende que amar não significa apoiar-se... E que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos... E presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas de cabeça erguida e olhos adiante com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje... Porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos... E o futuro têm o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe... Algumas pessoas simplesmente não se importam!
E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa... Ela vai ferí-lo de vez em quando...E você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais... E que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Descobre que se demora anos pra se construir confiança, e apenas segundos pra destruí-la.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a familia que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam.
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Aprende que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa... Por isso devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, porque pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influências sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que que ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe pra onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que ou você controla seus atos... Ou eles controlarão você.
E que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade.
E que não importa o quão delicada seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem a ver com os tivos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que os sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que o ame, não significa que esse alguém não o ama... Pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiênte ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára pra que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás... Portanto plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... Que relamente é forte... E que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar... Se não fosse o medo de tentar.

Em verde as lições que aprendi.
Em azul as que eu ainda preciso aprender.
Em vermelho as que me remetem a alguém.
Em amarelo as que alguns amigos precisam entender.


O link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=NR_QMB5ukBQ&feature=related

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Desafio

       No texto de hoje eu vim pra te desafiar, pra me desafiar. O desafio é a palavra exata pra descrever o que desejo colocar em certos assuntos tão abstratos. Vou então começar o desafio colocando a minha visão dos fatos, o meu prisma dos momentos, o meu coração e a minha mente. O seu desafio é depois de ler tudo ser capaz de produzir um conceito sobre o assunto. No desafio de hoje eu quero propor uma reflexão.
       Vamos começar pela palavra FANTASIA. Pra mim fantasiar é essencial. É quase um ponto de partida para desejar. É o alicerce abstrato do meu mundo concreto. E pra você o que significa fantasiar? Que valor você dá a sua fantasia? No que ela influencia em nossas vidas? O que ela promove?
       Quando comecei a pensar no assunto me veio imediatamente a conexão entre os sonhos e a fantasia. Isso porque que não sabe fantasiar, quem não se deixa arrebatar pelo abstrato, pelo impossível, pelo irreal, não tem a noção do quanto nosso sonhos podem ser nossos aliados. Eu digi isso porque sonhar, e não apenas dormindo, nos leva a acreditar mais em nós mesmos, e principalmente nos leva a vrer que existem soluções para todos os problemas, ainda que por vezes, não se possa enxergar de imediato.
       Quem fantasia afasta de sio impossível, afasta de si a tristeza. Quando nos envolvemos pela mágica do irreal somos capazes de nos distanciar do cotidiano, da rotina, somos capazes de ser quem não somos. Só quem fantasia é capaz de trocar de lugar com o outro e enxergar o que só ele vê. Quem fantasia pode brincar de Deus, Trocar o que é ruim pelo melhor, descobrir no que está errando e se corrigir, de dentro pra fora.
       Quando a gente vive de fantasia soos arremeçados na realidade de tempos em tempos e isso pode quebrar a conexão, os sonhos, mas quando a gente fantasia pra deixar de leado o que incomoda, pra nos colocar pra cim, pra reavivar o brilho nos olhos, sem perder a conexão com a realidade, nesse ponto ganhamos um plus imenso perante aqueles que não aprenderam a sonhar. Somente quem vive com a fantasia sabe o valor que dá a cada sonho.
       Vale a pena então continuar o nosso desafio?! Vou tentar! A próxima palavra é ESPERANÇA. De onde vem a sua esperança? Onde você a conserva?
       No meu caso é tudo incrivelmente simples. Resolvi, desde muito criança, a ter esperança atrelada diretamente ao meus poderes. Não espero que nada que eu não sou capaz de prover, seja mental ou fisicamente, se realize por arte de um milagre.
       É claro que pra não perder a capacidade de acreditar nesses milagres, ainda que pequenos, eu sempre tomei o cuidado de fantasiar amplamente, maximizando os meus poderes muitas vezes além do real. No entantoesse conceito me protege e sempre vai me proteger de transformar a esperança em obcessão, em ilusão. Não podemos aguardar pelos milagres, é preciso lutar pra viver sem eles, e pra isso uso a minha esperança, um sentimento pró-ativo, pra cerer que eu não preciso ter sempre sorte, e pra valorizar, com o devido mérito, cada pequena parcela de milagre que o destino enviou a mim.
       Pra terminar o desafio vou fechar com o mais complexo. Vou tentar decifrar o MEDO. De onde ele vem? Pra que ele existe? Como lutar contra ele?
       Pela minha perspectiva, depois de anos pensando sobre esse tema, o medo é mais que uma emoção, e menos que um sentimento. Ele se encaixa numa categoria única e incerta. Pode ser que daqui a muitos anos eu decifre e complete essa parte do meu conseito, mas por hora o coloco assim.
       O medo é o que promove a inércia ou a reação. Ele advem do nosso instinto de preservação. Ele existe simplesmente pra impedir que pequemos pelo excesso. Ele deve limitar com o objeto de podar partes da nossa personalidade que temos dificuldade de abordar corriqueiramente. O medo é a causa e a consequência e por isso é o único que pode agir sobre ele mesmo.
       O pior medo que podemos viver é o medo de ter medo. Esse é o medo que paraliza, que incapacita, que destrói. Fora isso é normal e até saudável sentir medo. Quando aprendemos a lidar com nossos medos, 1 a 1, nos conhecemos com profundidade, deciframos a facetas mais complicadas da nossa personalidade, criamos um ponto de partida para crescer.
       Quem não sente medo não aprende a ter malícia, perde o instinto de proteção. Que só sente medo se impede de aplicar o seu potencial na sua vida, de criar, de inovar, de ir mais longe. Quando se aprende a viver, nas diversa áreas da vida, sem o medo, com o medo e apesar do medo é que se alcança o verdadeiro livre arbítrio.
       Então desafio feito, desafio cumprido. Deixo vocês com a frase final: "Tenha esperanças nas suas fantasias, Fantasie com seus medos e não tenha medo das suas esperanças!"

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Superação

       O título desse post já sugere tudo. Essa palavra, SUPERAÇÃO, é a alma do projeto de viver. Quem não se supera, em diversos aspectos, não evolui. Mas o meu objetivo hoje é bem mais amplo que falar apenas de superar. Hoje eu quero falar a fundo tudo que me remete ao conceito que estabeleci sobre esse tema.
       Muita gente não sabe o que é superar, isso porque o mecanismo que usamos pra fazê-lo, seja com relação a momentos, coisas, sentimentos ou pessoas, é por vezes controverso. A maioria das pessoas tende a se apegar em algo negativo sobre o ponto que "deseja" superar, para minar o que havia de positivo e incomoda. Faz isso na expectativa de que chegue a indiferença, principal produto da superação. No entanto achar o ponto exato onde isso ocorre é pra poucos e isso leva apenas a mudança de direção do vetor, sem anulá-lo, transformando o que era bom em raiva.
       Quando superamos algo é importante que aquilo não faça mais sentido dentro do novo contexto que projetamos. Poucas pessoas entendem a simplicidade disso e acabam inconscientemente por confundir mágoa, ressentimento e frustração, inerentes a experiência, com a incapacidade de superar.
       O que acaba acontecendo é que o tempo acaba sendo o o instrumento mais antigo e mais funcional pra maioria das pessoas. Fazendo as mudanças de fora pra dentro. O tempo nos modifica. Envelhecemos, mudamos de casa, de emprego, de estilo de vida, de sonhos, e isso tudo mudado faz então com que o que sentíamos passe a não fazer mais sentido no novo contexto, e portanto superamos.
       O ponto de desacordo ocorre geralmente quando o tempo não modifica isso na medidade e com a velocidade necessárias a importância do "problema". Quem é escravo do tempo pra superar se torna suceptível a transformar um sentimento em outro e pode acabar por ter a sensação, mesmo depois de conceitualmente superar aquele primeiro ponto, que deixou algo para trás.
       A melhor forma de superação é aquela pró-ativa, que parte de nós mesmos, sem negação, sem hipocresia. É aquela que valoriza o que foi positivo e não se ressente do que não foi bom. Que entende que sempre vão haver dois lados. E superar é um verbo completamente racional. A mente precisa controlar o coração. Quando mudamos o contexto de dentro pra fora as lembranças permanecem intocadas, nos trazendo afagos ou lições.
       Certo de que determinamos o nosso conceito de superação precisamos também tentar descobrir o nosso mecanismo de superação, ou estabelecer um novo, e testar. O mecanismo funcional é próprio, único e difícil de explicar ou abstrair, no entanto pensar sobre ele pode ser o suficiente para criar regras práticas que se apliquem a você mesmo. Somente quem se estuda, se entende e só quem se entende tem o real controle.
       Continuando a falar sobre superação há uma palavra bem interessante que caminha lado a lado, que costumo chamar de sublimação. A sublimação é a prima da superação. A prima mais amável, mais convidativa, mais superficial. A sublimação ocorre quando teimamos em deixar de lado, esconder de nós mesmos, nos confins do pensamento, algo que tinhamos a necessidade ou a expectativa de superar. É quando ao invés de encarar de frente o "problema" nós preferimos o caminho mais fácil. E claramente tudo tem consequências. Quem sublima ao invés de superar paga o preço por permanecer sempre acorrentado àquela insatisfação que aguarda pelo momento de voltar a tona.
       Por vezes é preciso lançar mão da sublimação. Ela não é necessariamente a prima má. Há circunstâncias em que é preciso se dar um tempo antes de enfrentar. Por vezes é preciso deixar com que a "ferida" pare de "sangrar". Mas o comum é se render ao conforto de sublimar por mais tempo que se deveria e se paga o preço do descaso consigo mesmo.
       Saindo dos conceitos e pulando pros fatos a melhor aplicação disso se refere a interferência das drogas. No cotidiano a droga mãe é o álcool. Acessível, indiscriminatório, cultural, barato, sedutor. O álcool é capaz de aflorar o melhor e o pior de cada um. Não vou me reter hoje no álcool, mas ele será nosso fiel escudeiro transformando o conceito em um fato. Quem sublima ao invés de superar é frágil diante do álcool. Ele pode desde escravizar até transformar na mais cruel das pessoas. Quando se bebe a mente fica mais frágil.
       Não sou psicólogo, mas já ouvi por alto algo sobre o ID, o Ego e o SuperEgo que explicam bem essa teoria, no entanto me apego a explicação mais prática, o álcool fragiliza. Ao estar fragilizado existem então, na minha visão, 2 vertentes principais do produto da sublimação:
- Os primeiros são aqueles que sublimaram os prazeres e não aprenderam a se reeducar, não superaram seus "desejos" proibidos, não enfrentraram suas facetas primitivas, aqueles que não decidiram por controlar a sua mente e/ou seu coração. Esses são aqueles que serão escravizados pelo álcool, pela pseudoliberdade que ele trás em conjunto com a carga de falsa justificativa. Para estes o prazer de "voltar" a ser eles mesmos vicia e provoca rapidamente uma ligação psicológica com o álcool.
- O segundo tipo parece bem mais leve, mas é também bastante complicado de lidar. Parece mais leve porque não costuma incomodar tanto o indivíduo, é mais domesticado. Esses outros são aqueles que guardam as mágoas, as frustrações, a culpa, aqueles que não superam os erros do passado, deles mesmos ou de ourtros para com eles. Esses ao invés de cicatrizes carregam feridas abertas cobretas por um véu de ilusão. Nesse caso a tendência é que quando o álcool traga a tona isso tudo haja uma necessidade incontrolável de descarregar, na maioria das vezes imediatamente. Nessas pessoas ocorrem as catarses emocionais. E não se engane achando que elas aparecem somente sobre a forma de choro, gritos e tapas. As catarses emocionais são profundas, apenas se exteriorizam diferentes de acordo com o indivíduo, mas pode ser como um iceberg, na qual a parte que não se vê é em geral muito maior. No que toca a essas pessoas o fator determinante é a sensibilidade. Quanto mais abertos, emocionais e passionais, mais a catarse se exterioriza. Ela vem como uma avalanche, mas como uma maré ela vem e ela torna. Opostamente, nos mais fechados, racionais e inseguros, a catarseaparece menor, parece ainda mais leve. Vêm sob a forma de pequenas atitudes, comentários, caretas. No entanto ela permanece e a ressaca dela pode durar semanas...
Os "monstros" que foram sublimados cobram seu tempo de existir, de uma forma ou de outra!
       Por fim o importante é tirar lições. Superar o que é preciso. Sublimar o que é necessário. Na ser hipócrita com você mesmo. E viver sem culpa de escolher. Quem não escolhe, não comanda!

Nostalgia

       Ser nostálgico é um dom, e também um carma. Só um nostálgico entende o outro. O prazer da nostalgia é etéreo, é singular. Algumas vezes os nostálgicos são taxados de depressivos, como pessoas que vivem de passado. No entanto essa definição é simplória demais.
       É bem verdade que Eu, bom nostágico que sou, tenho a tendência peculiar de comparar o passado e o presente incessantemente em busca de retormar o que me trazia felicidade. De tomar de volta o sentimento. O prazer de fazer isso só um nostálgico pode entender!
       Mas é bem verdade que a nostalgia trás com ela um tom de depressão. São como dois lados da mesma moeda, que apesar de estarem próximos, unidos, são inacessíveis ao mesmo tempo. A nostalgia se interrompe ao mesmo tempo que esse tom depressivo chega. Um não existe sem o outro. A nostalgia protege e castiga, porque ela te faz feliz enquanto dura e nela você pode se apoiar quando se sente sem forças, no entanto ao mesmo tempo ela provoca insatisfação e tristeza recorrentes quando se vai.
       Eu diria que ser nostálgico é quase um estado de espírito. O maior desafio que a nostalgia trás é aprender a conviver com ela sem estabelecer uma relação de dependência. É preciso sermos capazes de agir no presente sem o apoio incondicional no passado, já que por vezes as circuntâncias atuais são tão divergentes de tudo que já vivemos que é preciso esquecer o passado e tomar uma atitude original, sob pena de nos arrependermos.
       E o arrependimento, esse costuma ser o companheiro inseparável dos nostálgicos, o que tende através do tempo a torná-los pessoas passivas. Os nostálgicos patológicos vivem a espera de coincidências e são absurdamente influenciados por elas. Falo porque já fui um escravo da minha nostalgia. O mecanismo ocorre como um desejo incontrolável de reter os momentos bons, a qualquer custo!
       Os nostálgicos preferem promover as coincidências na tentativa de repetir os efeitos. O pecado de se fixar nessa atitude é óbvio, a falta de originalidade. O que conquista, surpreende, encanta, pessoas diferentes geralmente não é a mesma atitude, por vezes sequer atitudes similares, e portanto esperar resultados iguais quando se trata de pessoas diferentes é no mínimo imprudente.
        Nós nostálgicos somos apaixonados pelos nossos sentimentos e não pelas pessoas ou coisasque o provocam. Os sentimentos de segurança, poder, amor, prazer, provocam uma sensação enebriante. O perigo reside no vício de buscar os sentimentos sem atentar ás consequências. Quando envolvemos outras pessoas estamos sempre jogando um jogo arriscado.
       Me arrisco a afirmar que nos relacionamentos os nostálgicos aprendem a lição somente quando amadurecem. Isso porque é preciso entender como e porque os sentimentos surgem para ser capaz de dedicar-se ao outro numa entrega mútua. É preciso aprender a ver no outro, refletido, o prazer trazido pelo sentimento que ele provoca em você. Tirar o foco do 1 e passar pro 2!
       Hoje escrevo tudo isso tranquilamente, mas minha reputação não me acompanha tã ilesa quanto pode parecer. Posso dizer que controlo minha nostalgia, mas sei que serei pra sempre habitado por ela!

quinta-feira, 17 de março de 2011

o Amor e a Amizade

       Quando eu era menor, desde o início mesmo, eu aprendi a desconfiar das pessoas. Talvez tenha sido o primeiro, de muitos sintomas, que eu teria de amadurecer cedo e aprender a ser cada vez mais racional. Agora seria o momento onde eu poderia destacar inúmeros fatos da minha infância e/ou adolescência, que não foi nada fácil, mas só me levaria a me perder do meu foco e objetivo, o que acontece muito, mas não vou deixar que aconteça dessa vez.
       O meu forte nunca foi ser sucinto e por isso mesmo não serei capaz de sê-lo agora, mas vou então começar logo a falar sobre o que eu quero expressar com esse texto.
       De início, e lá naquele principio, onde a gente forma a personalidade, eu vi a emoção sendo a razão de viver das pessoas. Vi gente ser feliz com uma vida cheia de amarguras, e só transmitir doçura. Vi gente ser muito infeliz numa vida cheia de possibilidades e apoios. Acho que nesse momento comecei, inconscientemente, meu estudo sobre os sentimentos e as emoções.
       Pra tentar entender como eu funcionava comecei a questionar o que é sentimento e o que é emoção. Até hoje não cheguei a uma hipótese final, mas criei e recriei muitas teorias e a mais importante foi 'Amor é um sentimento, Amizade é uma emoção'.
       Paralelamente a esse conceito fui desenvolvendo sobre outros ícones como: Medo (sentimento), Angústia (emoção), Felicidade (sentimento), Alegria (Emoção), Dor (sentimento), Decepção (emoção), e por aí vai. Mas para explicar vou adotar a teoria simplificada: Emoções são produzidas pelos sentimentos; O mesmo sentimento gera várias emoções em diferentes momentos; Mudamos os sentimentos com a alma e mudamos as emoções com o corpo.
       Depois dessa tempestade das minhas auto teorias, originais e levemente clichês posso falar melhor sobre Amor e Amizade.
       Ao longo da vida já me senti amigo de muita gente, e vice-versa. E não vou negar que essa sensação é muito boa, uma das melhores. Passa confiança, com toque de liberdade, passa alegria, com um toque de nostalgia. Mas quando essas amizades acabaram o gosto não foi tão doce pro meu coração. No entanto foi aí que eu aprendi a veros sentimentos e não as emoções e passei a ser imensamente mais feliz. não me apoio mais nas Amizades, e sim no Amor. E esse amor adormece, hiberna e reascende ao meu prazer e vai sempre me acompanhar. Quando eu lembro dos momentos ao lado dos amigos de hoje e de outrora a nostalgia é totalmente positiva porque eu me lembro e revivo o meu amor. Foi assim que eu aprendi a perdoar, e posso dizer que o orgulho não está na lista dos pecados que me atormentam. Esse perdão eu encontrei em mim e não nos outros, e foi me perdoando que aprendi a perdoar os outros.
       No mundo de hoje, onde há uma forte ilusão de que a individualidade deve superar o grupo, perdoar está em baixa. Quem perdoa é taxado de bobo, mas os bobos são os mais felizes. E quem não sabe se perdoar, não imagina o prazer de guardar só as partes boas de tudo.
       Cada um tem os seus mecanismos e os seus valores. Em mim a capacidade de praticar o perdão me tornou autoconfiante e objetivo, me tornou um amante em potencial.
       Chegamos de volta, portanto, ao Amor. É o amor que sinto pelas pessoas que permanece comigo, junto com o amor que sinto por mim mesmo. Quanto mais eu amo o outros, mais eu sou capaz de me amar!
       Quando eu penso em tudo que já vivi, penso numa enxurrada de emoções. Cada experiência me moldou e isso é amadurecer, é uma opção. Só aprende com os fatos quem racionaliza as emoções. Parece um paradoxo, mas no fundo não é. Emoção e razão são tão complementares quanto o corpo e a alma. Quem não desenvolve um ou outro se sofre mais, evolui-se mais devagar e é inevitavelmente mais infeliz. A partir desse ponto, onde procuramos o porque das emoções, a razão delas dominarem, o signo que elas nos trazem, é neste ponto que iniciamos o processo de disciplinar o corpo. A mente está no corpo e as emoções estão na mente. Não podemos disciplinar os sentimentos, mas podemos fazer isso com as emoções. É tudo questão de prática, é tudo questão de tempo, é tudo questão de força de vontade e a vontade é um sentimento.
       O comportamento é o resultado das emoções e é por isso que o "inferno" está cheio de boas intenções, porque os sentimentos são apenas intenções e o que fazemos com eles acaba por fazer toda a diferença. É preciso respeitar o outro, sem perder o respeito por nós mesmos, e respeitar é reconhecer os limites e aceitar nossos gostos, é reconhecer que os frutos que buscamos e aqueles que decidimos por abdicar naquele ou neste momento. A vida é feita de escolhas e não deve haver remorço por escolher. O sentimento é uma via de mão dupla e portanto somos capazes de doar tudo que recebemos. Escolher é colocar o nosso punho sobre a caneta que escreve o nosso presente, passado e futuro, e ser nós mesmos. Quem não escolhe não vive a própria vida.
       No final, as certezas, ela são parte do que escolhemos e aceitar suas consequências e quase tão importante quanto aceitar seus porquês. Se eu pudesse lhe dar uma concelho eu lhe diria, ame sempre. O Amor incondicional é uma dádiva pra quem recebe e um milagre pra quem dá. Amar não custa, não atrasa, não dói!
       Quanto mais amor sentimos, melhores maigos nos tornamos, melhores amantes seremos, masi felicidade receberemos. Se podemos nos amar porque sermos apenas amigos!? EU TE AMO!!!

Texto dedicado a todos os meus amigos, do passado e do presente e em especial a:
Camila Gervasio, Cristina Machado, Edson Neto, Eduardo Nunes, Érica Ribeiro, Fabiola Rezende, Glauco Viana, Juliana Farias, Lenon Fialho, Lisle Meneses, Mariana Farias, Pedro Marinho, Robson Lima, Sérgio Soares, Suellen Soares

"Perante o Sexo" - Reflexão e autocrítica

       Alguns assuntos aos quais fui apresentado durante a minha vida me fascinaram. Uma coletânea de textos para reflexão que me foi apresentada alguns meses atrás foi especialmente intrigante nesse sentido e redespertou a minha vontade de escrever meus pensamentos.        Eu costumava escrever todas as vezes que parecia estar confuso pelos sentimentos, e essa sempre foi a minha maneira racional de organizar a mente. Escrevendo descobri que podia separar fato de ilusão, descobri que era capaz de desfazer com a razão todos os nós que o coração teimava em criar!
       Quando eu comecei não era tão fluido quanto é hoje. Eu me sentava durante horas pra produzir um texto de uma única página que fizesse sentido, mas acho que no começo é assim pra quase todo mundo. No entanto olhando a minha maneira de fazer hoje sinto quase inveja de mim mesmo. Eu evolui exatamente no caminho que desejava e precisava alcançar.
       Sexo é um assunto que sempre esteve na moda e ainda assim hoje está mais na moda do que nunca. Mas se engana quem pensa que por isso a grande maioria aprendeu a lidar com ele da maneira correta. E sim, há uma maneira CORRETA.
       Perante todos assuntos, não me canso de dizer, há diversos pontos de vista, que variam com a personalidade, o caráter, a experiência... Mas perante o sexo o importante é saber, pelo menos pra mim, que se deve convergir ao "correto", que é uma espécie de ponto de apoio comum. Não se pode tratar alguns assuntos, e sexo é sem dúvida um desses, com displicência, porque eles teimam em voltar a lhe importunar, seja na superficialidade do dia-a-dia, seja nas profundezas da alma.
       É claro que conforme se vive, pode-se agregar valores que tangem esse assunto e que ajudam a entender o porque esse "Modus Operandi" "correto" é necessário. O nome disse é amadurecer! E se engana quem ainda pensa que amadurecer é inerente a viver, amadurecer é sempre uma escolha!
    Esse texto que encontrei de certa forma carrega uma grande parte da carga do "correto" quando se fala em sexo, pelo menos na minha visão. Vou deixá-lo aqui então antes das conclusões:

Perante o sexo

"Nunca escarneça do sexo, porque o sexo é manancial de criação divina, que não pode se responsabilizar pelos abusos daqueles que o deslustram.
Psicologicamente, cada pessoa conserva, em matéria de sexo, problemática diferente.
Em qualquer área do sexo, reflita antes de se comprometer, uma vez que a palavra empenhada gera vínculos no espírito.
Não tente padronizar as necessidades afetivas dos outros por suas necessidades afetivas, porquanto embora o amor seja luz uniforme e sublime em todos, o entendimento e posição do amor se graduam de mil modos na senda evolutiva.
Use consciência, sempre que se decidir ao emprego de suas faculdades genésicas, imunizando-se contra os males da culpa.
Em toda comunicação afetiva, recorde a regra áurea: "não faça a outrem o que não deseja que outrem lhe faça".
O trabalho digno que lhe assegure a própria subsistência é sólida garantia contra a prostituição.
Não arme ciladas para ninguém, notadamente nos caminhos do afeto, porque você se precipitará dentro delas.
Não queira a sua felicidade ao preço do alheio infortúnio, poqrque todo desequilíbrio da afeição desvairada será corrigido, à custa da afeição torturada, através da reencarnação.
Se alguém errou na experiência sexual consulte o próprio íntimo e verifique se você não teria incorrido no mesmo erro se tivesse oportunidade.
Não julgue os supostos desajustamentos ou as falhas reconhecidas do sexo e sim respeite as manifestações sexuais do próximo, tanto quanto você pede respeito para aquelas que lhe caracterizam a existência, considerando que a comunhão sexual é sempre assunto íntimo entre duas pessoas, e, vendo duas pessoas unidas, você nunca pode afirmar com certeza o que fazem; e, se a denúncia quanto à vida sexual de alguém é formulada por parceiro ou parceira desse alguém é possível que o denunciante seja mais culpado quanto aos erros havidos, uma vez que, para saber tanto acerca da pessoa apontada ao escárnio público, terá compartilhado das mesmas experiências.
Em todos oa desafios e problemas do sexo, cultive a misericórdia para com os outros, recordando que, no domínios do apoio pela compreensão, se hoje é o seu dia de dar, é possível que amanhã seja o seu dia de receber."
 
       Quando ouvi esse texto pela primeira vez, me foi lido em um momento muito singular. Eu podia dizer que estava preparado pra entender e decifrar cada entrelinha do que estava escrito. E ainda assim, hoje, depois de reler o mesmo a fim de publicá-lo tive novas idéias e reflexões a cerca do dispensado.
       Pra encadear, de certa fora, de uma maneira lógica, precisei anotar tópicos e corralacioná-los antes de sair simplesmente discursando sobre o texto. Quanto mais se aprimora a forma, mais o conteúde sobresai!
 
       Primeiro aspecto: O sexo foi criado para procriação, e como não é por acaso que as grandes coisas da existência são perfeitas, também foi criado nesta diversos mecanismos de prazer. O toque, o ato em si, provavelmente é umas das propostas mais desinteressantes quando se trata de sexo, mas pra analizar com essa frieza é preciso se distanciar. O sexo envolve sentimentos, desejos, relacionamento! E se relacionar é muito mais que sentir prazer pelo toque e esse tipo de prazer o sexo pelo sexo não trás! Seguindo
nessa linha convido a reflexões cada vez mais profundas sobre o que cada um tem feito com seu sexo, continuar daqui seria generalizar um ponto de vista muito próprio e já não seria o objetivo. Há que se conceber esse tipo de marca psicológica de dentro da alma, partindo de nós mesmos!
       Segundo aspécto: Se relacionando diretamente com a última frase, o conceito de que o sexo é uma problemática individual e que padronizar as expectativas e mecanismos dos outos pelos seus próprios não gera certezas, leva diretamente a problemática central na qual há sempre dificuldade em transformar a individualidade cotidiana numa relação interdependente complexa e infindada que o sexo veio para representar! Quanto mais nos tornamos capazes de reconhecer as diferenças como caminhos alternativos, e não como obstáculos ao ego, mais nos aproximamos de tornar o nosso sexo melhor!
       Terceiro aspécto: Provando do mecanismo de troca, pode-se alcançar novos estágios de evolução, e é assim pra qualquer assunto. Quando se entende que o sexo sempre nos coloca diante do outro, e que escarnecer ou sobrepujar o outro reflete em nós marcas igualmente profundas, nesse ponto então se explicam as ciladas que somos capazes de armar pra nós mesmos. Quando se julga o outro indiscriminadamente, provavelmente não se foi capaz de criar sequer um traço de crítica ou e auto análise. Quanto mais se anuncia os erros alheios, em mais erros se incorre!
       Último aspécto: Quem se conhece, se auto analisa, se questiona, encontra respostas pra assuntos que nunca imaginou dissertar. É na reflexão e auto crítica que reside o mecanismo principal de amadurecimento e crescimento espiritual. Quando se entende que o que se recebe é sempre proporcional ao que damos, num nível energético até, é que pode-se ser feliz em ambas as posições. Quando a relação é de 2 ou prazer não pode ser de 1!

Sem Resposta

Eu podia dizer que o problema sou eu.
Eu poderia passar um dia inteiro falando dos meus defeitos.
Eu poderia dizer que você merece algo melhor.
Mas isso não seria certo!


Eu poderia dizer que o problema é você.
Eu poderia gritar comigo mesmo.
Eu poderia chorar e rasgar as roupas.
Ainda assim não seria certo!


Eu poderia fugir.
Eu poderia mentir.
Eu poderia permanecer calado.
Continuaria da mesma forma for não sendo certo.


Eu poderia morrer.
Eu poderia correr.
Eu poderia esconder.
E não poderia ainda dizer que estava sendo certo!


Porque não há o certo.
Apenas existe o que sinto e o que não sinto.
E o que sinto agora é um vazio.
Como se a minha vida não fosse mais minha.
Como se eu estivesse amarrado dentro de mim vendo tudo acontecer.
Como se eu vivesse o todo pela parte e não a parte pelo todo.
Como se cada dia fosse apenas mais um!
 
Eu não quero olhar pra frente e ver um futuro sem cor.
Eu não quero olhar pra trás e ver uma vida que não vivi.
Eu só quero poder dizer que ás vezes é preciso arriscar.
Me magoar e magoar os outros.
Mas ter certeza que tentei.
Ter certeza que fui eu quem fiz.
Posso estar errado.
Posso me arrepender.
Mas quem é capaz de viver feliz se ter errado.
Os erros nos fazem crescer.
E sem eles seria impossível ter certeza que acertamos.
Porque no fundo o mundo está dentro de nós muito mais que nós estamos dento do mundo!
 
Quando disse que te amo eu não menti, eu ainda te amo, mas amar apenas infelizmente não basta!

Quizá

       Era uma vez um homem... Ou seria um garoto?!... Não importa, era uma vez eu! Era uma vez porque esse Eu não existe mais.
        Porque somos um conjunto de infinitas partes, que se unem e se quebram, a cada segundo, se reconstruindo, nos fazendo crescer. Novas peças entram, outras deixam de fazer parte, é o curso da vida.
Mas voltando, existia certa vez um Eu, uma pessoa pacata, tentando descobrir jardins perfumados em pântanos monocromáticos. Até que um dia, da forma mais inusitada o destino lhe trouxe a oportunidade de mudar.
       No começo até que fiquei vislumbrado, parecia tudo muito excitante, e sem perceber voltei a saber e sentir o que é paixão. Veio como das outras vezes, sem avisar, mas Eu estava tão envolvido nessa nova perspectiva que esqueci. Quando me dei conta fiz o que pude e quando penso em nós dois me lembro como pareceu mágico, e como foi bom! Parece ironia se Eu for pensar no tempo que durou, mas a coisa que me fez mais feliz nesse último ano foi cuidar de você, pensar em você. Te beijar, te desejar, só queria que tudo tivesse sido pra sempre, mas não foi!
       Sei que de nós dois eu sou quem menos pode reclamar, afinal quem colocou ponto final onde devia ter posto vírgula fui eu. Mas também não posso te isentar, afinal se o sentimento em você fosse algo como dissesse outrora, você teria dito que não. Teria questionado, lutado, mas você apenas se calou! E seguiu como se naquele instante tivesse apagado qualquer referência da existência de NÓS!
Porque não foi pra sempre?! Eu mesmo já refiz essa pergunta muitas vezes, e já me odiei e chorei todas elas! Mas tudo que pude é afirmar que existem talvez.
       Talvez porque a distância tenha sido má conselheira, talvez porque não fosse a hora, talvez porque tenhamos nos precipitado, ou talvez não exista de fato um porquê!
       No entanto o que eu sei é que depois de tudo minha paixão não foi embora, e agora é minha única companheira! Quando te vejo ainda parece que vou quebrar, em pedaços tão pequenos que seria impossível colar, como se queimasse em cinzas! Te olho de longe, mesmo sem querer, sem jeito, basta que eu me distraia. Como se houvesse ainda a necessidade de cuidar de você. Tudo com aquela idéia, desejando no fundo que tudo fosse como antes!
       É claro que não sou uma pessoa exatamente fácil de se tocar, quando digo lá no fundo do coração, mas quando acontece é sempre tão forte a resposta que parece compensar. Não sei se houve tempo pra confiar em você, talvez tenha sido esse meu maior trunfo pra hoje, ou meu maior fracasso de ontem. Mas também não há como ignorar que não foi minha primeira vez e que as mágoas do passado nos tornam pessoas mais duras, e que já não é tão fácil acreditar, mesmo que deseje fazê-lo de toda alma.
       O que posso dizer é o que sinto, e sinto que ainda não chegou o dia em que tudo passou pra mim! Mas espero que esse dia não demore, peço muito por isso. Não sei mesmo o que passa na sua cabeça e no seu coração hoje, ou o que passou ontem! Agora tudo que consigo enxergar ao pensar em você é uma grande interrogação! Não sei se foi de momento, ou se foi pra valer, pra você! Mas sei que pra mim valeu a pena! Me despertou um sentimento que parecia que tinha me abandonado, e surpreendentemente surgiu pela primeira vez por uma pessoa como você.
       Olhando pra trás não falo mais de culpas, pois estas, como fato, não existiram. Existiram fatores: Sentimentos, omissões, escolhas. Não culpa! Hoje me agarro na necessidade de dizer tudo isso., porque não posso suportar o futuro imediato, não posso me arrepender de não ter dito, e de mais nada também! E lá no fundo me penalizo ainda por tudo. Fica hoje a esperança, a esperança que a vida nos reserve surpresas. A minha arma mais forte pra lutar contra o desejo de correr atrás de você e implorar pela sua presença. A atitude mais recorrente em meus pensamentos! Mas fico hoje com um adeus diferente, fico com um até mais! 

Perguntas

       Quase sempre dá vontade de perguntar por que as coisas devem ser como são. Vontade de gritar. Vontade de chorar. Ninguém nos responde e tudo parece tão complicado que desacreditamos no nosso poder de mudança, mas não se deve deixar de confiar no que vem de dentro, no que verdadeiramente temos o prazer de fazer e compartilhar. Cada sentimento vem pra mostrar o que a vida pode nos oferecer e é nosso dever utilizá-los para a felicidade.
       Como ontem, hoje me pergunto por que tinha de ser assim? Por que o desejo tem que gerar um sentimento de culpa tão grande após um momento de felicidade, de alegria, de amor e de prazer? Por que sempre temos que nos perguntar o que os outros vão pensar e o que eles vão dizer? O mundo tem obrigação de nos respeitar pelo que somos e pelo que fazemos, ele devia nos apoiar. É por isso que cada um monta o seu mundo e eu montei o meu, mas as vezes fico tão solitário neste mundo. Que é tão particular e tão íntimo que ás vezes parece vazio e sempre tem tão pouca gente pra compartilhar.
       Pergunto-me cadê o amor. Onde está aquele sentimento que deveríamos sentir e que os outros deviam sentir por nós. Não qualquer amor, não um deles, mas todos eles. Onde está o amor paternal quando desejamos um colo e um desabafo? Onde está o amor fraternal quando desejamos dividir nossas experiências, felicidades e tristezas e simplesmente não podemos? Aonde aquele amor, aquele único, aquele carnal, que vem com o desejo e o prazer, quando parece não haver perspectiva? No final somente não há ninguém pra nos dizer que não somos merecedores desta graça e podemos continuar a lutar. É difícil compreender porque algumas coisas simplesmente não têm explicação, mas podemos sempre continuar na busca e não devemos desistir. Muitas vezes não tenho mais força e desisto, mas sempre volto para tentar mais uma vez. Assim a vida segue.
       A amizade é o nosso chão. Quem não tem amigos verdadeiros pisa em falso. Os amigos são os irmãos que escolhemos durante a vida, que conquistamos, e que vão nos acompanhar e nos amar em todos os planos. São os amigos que nos seguram nos tropeços e são eles que nos suspendem nos buracos e também não devemos esquecer que somos nós que devemos sempre segurá-los e suspendê-los porque este laço é a expressão mais importante da vida. As pessoas são sempre mais importantes que as coisas!
Para finalizar acho interessante citar uma das tantas frases perdidas que encontrei em meu caminho:

“Hoje pobre com amigos e feliz, ontem rico, sozinho e triste, só assim pude dar o verdadeiro valor as pessoas!”
Autor desconhecido

Lições & Perdas

       As peças que a vida prega sempre nos trazem lições. Não é de hoje que sei o quão caro pode ser brigar com o destino e perder pra ele. A paz parece tão inalcançável quanto às nuvens no céu e sua presença parece se assemelhar: Perfeita, pura e impossível de ser segura pela força das mãos humanas.        Aprendi muito com as perdas, talvez nem tanto quanto deveria, talvez mais do que eu poderia prever, mas definitivamente não o quanto eu preciso. A dor da perda parece irrecuperável no primeiro dia, no entanto se torna mais insuportável no momento em que diminui, mas deixa sua marca um pouco a cada dia.       Assuntos inconectáveis parecem fazer todo sentido, unidos nas lições que a vida traz. Uma chaga que se receba é sempre compensada com o conforto de uma nova perspectiva, com um novo amanhã e com a vinda de um novo fôlego pra lutar. Quando a tristeza parece não ter fim, é neste momento, que a vida volta a florecer pra nos mostrar o quão entusiasta nós precisamos ser.       Por muitas vezes eu chorei, e reclamei, e desafiei, e venci, mas também por tantas outras eu gritei, e lutei, e acreditei, e perdi. Essa marca que a vida deixa nos permite crescer, porque o crescimento vem de dentro da alma, e se dá de dentro pra fora. Irremediavelmente uns estão fadados a permanecer sempre acorrentados na falta de amor próprio, amor esse que é o responsável pelo florescimento da nossa vida e pela evolução da alma.       O valor que damos a cada uma das coisas no nosso mundo define o quanto fomos capazes de compreender as mensagens que a vida quis nos passar. Enquanto não se é capaz de reconhecer e cultivar que os sentimentos são mais importantes que as aparências, que as pessoas são mais importante que as coisas, que a vida é mais importante que tudo, não se pode esperar uma alma acima dos problemas mundanos.       As diferenças nos fazem crescer, mas nem todas elas. Evoluir é uma caminhada solitária, na qual os sentimentos podem ser nossos guias, mas somente nossos próprios corações podem nos levar além do comum. Muitas diferenças nos fazem mal, nos fazem desacreditar que é possível conviver com elas, nos fazem enfrentar lutas indecifráveis entre 2 de nós. Dois que se encontram dentro do nosso ser e que fazem tanta parte de nós que são impossíveis de se purgar. Nessas batalhas épicas entre o certo e o errado que concebemos, eu como muitos outros fui vítima e responsável e sei que não basta decidir e lutar, é preciso construir um passo a cada dia, colocando tijolos onde antes acreditamos só haver ruinas irreparáveis, aceitando as diferenças sem transformá-las em problemas e tentando compreender que muitos não serão capazes de entender o quanto isso já foi e é doloroso pra nós, e não serão capazes de aceitar e transcender o comum para confraternizar conosco do nosso amor. Amor este que no fim será o que realmente conta dentro de cada 1.       Vou chorar, e vou pedir que isso mude, mas vou crescer e quero compreender o porquê. Um porque que permanecerá por muito tempo sem respostas. Um porque que só tem resposta quando formos capazes de ampliar o horizonte e abrir os olhos completamente para o que a vida quer nos mostrar. Entender-se é o primeiro passo para se aceitar e aceitar-se é o caminho da felicidade plena. Uma felicidade que não mede o que somos pelo que temos, mas que nos fortifica no que somos e no que seremos capazes de realizar!

Reflexões do passado

       Hoje é um dia comum. Nada de especial aconteceu. Apenas um dia depressivo como todos os outros. Os pensamentos passam sem causar efeito e somente uma tristeza profunda me invade. A realidade se mostra como poucas vezes e felizmente o passado próximo me consola positivamente. Procuro um amor; muitas vezes tento realmente acreditar que o encontrei; no entanto ele se afasta e se desfaz em nuvem quando em devaneios e sonhos o toco. Esse amor soberano que me encontra e descarta sem dizer adeus. Muitas vezes procuro esquecer, viver com intensidade e arriscar nesse jogo. A cabeça de um experiente no corpo de um noviço. Busco controlar tudo, mas acabo deixando rolar com medo de estragar os poucos momentos felizes.
       Encontrei a verdadeira amizade, disto não há objeções ou reclamações. Amigas que me ouvem, me aceitam, me levantam e me amam. Encontrei na vida uma surpresa agradável que frutifica a cada dia. Tento não abrir demais o jogo e criar o ar de mistério. Prefiro que não me conheçam por inteiro e gosto de ser previsível, quando desejo ser, mentindo só pra mim mesmo. A mais grata surpresa é uma jóia que construí, A VERDADE, que só faz sentido quando eu sinto que posso confiar minha vida a alguém.
       Voltando as loucuras que me perseguem, encontro o reflexo da minha criação e sob esse aspecto não há como negar. Sempre estamos fortes, intocáveis e prontos pra dominar a partida, no entanto apenas desejamos que esta seja a última. Desejamos que seja aquela que vamos perder o coração para ganhar a felicidade.
       De todos os sentimentos o amor é o mais intrigante. Ele existe sem que se deseje, se vai quando se quer guardá-lo. Aumenta com o acaso e nunca morre no desejo. Ás vezes fica e floresce e é capaz de muito mais que se pode desejar. Pois o desejo e o amor brigam ou se unem sem que, porém, isso decida o final.
       Neste quarto escuro eu choro. Choro por não poder ser mais, por não ir além e por esperar que um dia meu castelo de sonhos vire realidade ou me permita voltar pra dentro dele. Aqui fora faz frio. Respirar verdade parece cortar o peito. Nesse mar de incertezas meu barco navega perdido, com um motor afogado em desilusão. Já não sei mais o que quero querer. Por muitas vezes apenas espero que o sono me leve daqui e pessoas me acenam para mim nos sonhos sem que eu consiga decifrar, no entanto, o que querem me dizer.
       O mundo me esquece. Cada rosto apenas mostra uma total inexpressão. O muro não sai debaixo dos meus pés. Os dois lados parecem ruins. Não me seduz a idéia de abdicar de ninguém, nem tampouco a idéia de permanecer aqui, sobre o muro, com os dois lados e sem nenhum. Não vou negar que por tempos desejei que fosse assim, a possibilidade de estar controlando tudo, ao ver tudo de cima, mas essa sensação passou. Agora só quero ser feliz, sem ter que medir cada passo. Sem ter medo de dar o próximo passo.Pronto para o amanhã. Incerto como ele sempre foi!