sábado, 10 de maio de 2014

Nosso Tempo

Ás vezes simplesmente não dá...
Na dá pra esquecer, não dá pra superar, não dá pra dizer, não da pra esperar...
Esse é o efeito colateral dos fortes...
O amor-próprio nos premia com a força, na mesma medida que nos premia com certas características peculiares...

Viver é... Uma caixinha de surpresas, gratas e ingratas...
Uma via de mão dupla, com cuidados e decepções...
Mas... Tem horas que simplesmente não estamos abertos...

Ás vezes somos nós, ás vezes são os outros...
Mas o tempo passa... Ah sim... O Tempo!

O Tempo passa diferente pra cada um...
O Tempo é uma percepção da realidade...

Certa vez estava lendo estudos científicos que falavam sobre cérebro, memórias e rotina. Em último resumo dizia que o cérebro se satisfaz com a rotina, porque a rotina lhe é confortável. Isso deriva do fato de que algo que fazemos repetidamente passa a funcionar num piloto automático que poupa o cérebro de pensar. Neste mesmo texto o conselho em última instância era... Marque a sua vida com eventos especiais para que seu cérebro seja obrigado a sair do confortável piloto automático. São estes momentos que fazem o tempo parar.

 Voltemos então ao tempo...

 Como cada um tem seu tempo, seus eventos especiais, seu piloto automático... Cada um registra o seu tempo... Mas e aí vêm aqueles detalhes... As relações interpessoais!

 Com as perspectivas de amor romântico a sociedade tende a criar protocolos que geram esses eventos, e eles demarcam o tempo do casal em aniversários, viagens, nascimentos, batizados, bodas... Com os amigos todos são co-responsáveis.

Mais aí misturado com toda essa coisa orgânica vêm os sentimentos... E vêm as personalidades... E aí... De que vale esse tempo todo?!