quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Tapa na cara

Ás vezes é de repente...

A vida vem e dá um tapa na cara da gente...

Acontece de fato uma afronta moral onde nos sentimos mortais demais...

É exatamente assim que estou me sentindo agora!
 

Sabe quando a gente sabe que tem um problema, mas vai deixando pra depois...

A gente diz que têm outros mais importantes...

A gente diz que ele nem é tão grave assim...

Nos permitimos à auto-indulgencia... Até que a vida vem e bate.

 
É um ciclo de aprendizado...

Por vezes esperamos que a vida ‘force uma barra’ pra nos movermos da inércia...

Mas em geral quando tomamos uma atitude percebemos que demoramos muito tempo...

Quanto mais rápido em geral menos doloroso.
 

É nesse ponto que se pede maturidade...

Transformar as experiências em lições é um ato ativo...

É preciso aproveitar as oportunidades pra crescer...

Não é a primeira e não será a última vez!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sobre os Abismos & Pontes


É quase desesperador... É uma mistura de medo, insegurança e impotência... É como se tudo que existiu fosse sugado por um vórtex... Assim ocorre quando nos damos conta que abismos foram formados entre nós e algo que amamos.

Abismos podem se formar instantaneamente, com poucas frases, ou serem construídos dia a dia em críticas silenciosas, em segredos atormentadores, em falhas humanas.

Quando somos afastados de algo que queremos perto de nós, ou talvez apenas quando percebemos que isso ocorreu, resta a nós responder a altura. Quase nada na vida é gratuito. O destino pode promover encontros incríveis, noites maravilhosas, prazeres inesquecíveis, mas o responsável por fazer isso na vida, no cotidiano, é cada um.

Diante dos nossos abismos precisamos construir pontes, mas as pontes precisam se fixar, elas precisam de comprometimento, mútuo, pra se formar, elas precisam de abnegação. Não é fácil restabelecer confiança, intimidade, cumplicidade.

Apenas quando se percebe que é preciso que nos apaixonemos pela nossa história de vida, e pelas nossas conquistas, e pelos nossos amores, todos os dias, é que entendemos que construir pontes é um processo diário. A cada dia nós mudamos num duplo processo, de dentro pra fora e de fora pra dentro. Criamos distâncias inevitáveis a cada ato, a cada experiência, somos seres em transformação constante.

No mundo de hoje a política é descartar, é surfar no vale dos abismos e aproveitar a paisagem, seja ela qual for, e viver na ilusão que se têm o controle quando na realidade se possui apenas a comodidade da inércia. Trocam-se os amigos, trocam-se os namorados, trocam-se os empregos, as profissões, trocam-se os domicílios, trocam-se os prazeres, numa busca inútil de prazer da novidade.

No meio disso tudo o que é genuíno é perdido. O prazer de se comprometer e saber que há pessoas comprometidas com você. Que não estamos sós e que é possível enumerar inúmeros motivos e pessoas pra se estar feliz todos os dias. É isso que permite se chegar a maturidade na certeza de construímos as nossas pontes indestrutíveis e que não há motivo pra haver abismos entre a imagem que vemos no espelho e a que vive sobre a nossa alma todos os dias.

Eu tento, do meu jeito, fortalecer a cada dia as minhas pontes e evitar que os abismos levem meus amores pra longe de mim. Sei que não poderei manter tudo pra sempre, mas guardo a paz da certeza que sou o ator principal de cada ato na minha vida e não apenas um figurante que observa as cortinas abrirem e fecharem.

terça-feira, 11 de junho de 2013

O amanhecer e o anoitecer

Hoje vislumbro o amanhecer do 26º Sol da minha vida...

Um amanhecer que traz o peso de ¼ de século...

Uma nova oportunidade de sentir, pensar, agir e viver.


Daqui por diante espero ter em mente apenas o que for digno da minha própria atenção...

Aquilo que vêm pra somar, pra construir, pra aprimiorar...

Passei por tempos difíceis e venci, passei por desilusões terríveis e sobrevivi, passei por momentos de desgaste físico e emocional, momentos de dor e de solidão, mas hoje estou aqui pra dizer que é possível permanecer de pé.


O anoitecer do 25º sol veio pra trazer mais maturidade...

São experiência de engrandecimento pra forma de amar, pra forma de cuidar, pra forma de ser pra si e pros outros...

Uma reintegração de tudo que aprendi e que ainda serei levado a aprender.
 

Pra trás deixo as mágoas na esperança que elas se transformem em lições...

Construo sobre as ruínas do ontem as fantasias do amanhã...

É pra sonhar como adulto um universo puro como de uma criança e pra dizer que a felicidade é a maneira particular de enxergar o que se é acima do que se têm.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Precocidade

Hoje em dia é tudo tã rápido, tão avassalador, tão precoce...
Vivi a minha infância querendo ser adulto e vivo a maior idade querendo ser criança, reflexo esse das etapas que o mundo nos faz pular.

Aprendi a identificar ao longo da vida as fases que passei. Não tive o prazer de vivê-las até o final, mas acho que na maioria das vezes segui em frente quando grande parte das lições já tinham sido aprendidas. No entanto é sempre doloroso deixar uma fase imcompleta pra trás e sempre vai existir essa saudade nostálgica de algo que ainda fazia bem, mas teve que ser superado.

Conheci pessoas, passei por lugares, vivi intensamente. Aos 17 tinha esperimentado mais que a maioria dos meus amigos de hoje, talvez é verdade não muito quantitativamente, mas qualitativemente e intensamente sem dúvidas.

Amei pela primeira vez muito jovem, me desiludi muito criança, aprendi a não deixar o mundo me levar, tomei as rédeas da vida, passei a ser gestor de mim mesmo muito antes que isso fosse saudável as minhas próprias necessidades.

Nos dias de hoje vejo esse erro se repetir... Vejo as pessoas remoendo infelicidades por causa do excesso de precocidade. É tudo rápido demais, intenso demais... Temos que ser fortes demais, maduros demais... Temos que escolher uma profissão quando nem sabemos ao certo quem nós somos... Temos que dar durabilidade a relacionamentos antes de conhecer a nós mesmos... Temos que ser pra nós a felicidade que cobramos dos outros.

Cheguei a conclusão que os valores foram invertidos, perdemos direitos e ganhamos deveres, deixamos de ser acarinhados com a indulgência familiar muito cedo, somos lançados num processo de autocrítica insalubre. Não se pode mais ser o que se é, é preciso estar sempre adequado.

As amizades, os relacionamentos, as famílias, são um reflexo disso tudo. É muita competitividade pra pouco valor. A sinceriadade se perde nos detalhes. Uma célebre frase, dita também por mim, mas já ouvida insistentemente por aí retrata o reflexo dessa precocidade: "Amar só não basta!". E não basta mais porque não há mais tolerância, não há mais paciência. Somos criados para mirar em objetivos e passamos pelo caminho sem entender que aquele é o real sentido da vida. A felicidade das grandes conquistas se perde no preto e branco das dificuldades do dia-a-dia.

Me arrependo de poucas coisas na vida, mas acho que deveria me arrepender um pouco mais. Nem tanto pelo que fiz, mas muito pelo que deixei de fazer. Não lutei pelos meus amores como deveria, não me doei o quanto poderia, não fui quem eu sou por tempo demais. Mas nunca é tarde pra seguir em frente, para aprender a se respeitar, pra ser feliz!

No meu pensamento atual a frase célebre é outra: "Seja você a mudança que quer ver no mundo!"
E eu serei, por mim e por cada um que já passou na minha vida. Por cada mágoa que causei e que passei. E o que for de verdade, será duradouro!!