Já fui geminiano, já fui taurino, já fui canceriano... Não
adiantou!
Poucas coisas me incomodam seriamente, poucos são os motivos
que fazem eu me mover da inércia do meu conforto e criar conflito, mas se isso
acontece não é bom de ver! Eu sou ótimo nas apresentações e ainda melhor nas
despedidas.
Pode ser meu Marte em Peixes que me faz queimar em
iniciativa quando estou emocional, pode ser meu ascendente em Câncer que me faz
vingativo, pode ser meu sol em Gêmeos que me faz orgulhoso... Não importa, só o
que importa é que quando a minha Lua em Touro não agüenta mais resistir e joga
a toalha, aí então é que a tempestade começa de verdade!!
Eu tenho uma série de defeitos, e não sou de esconder, como
não escondo as minhas qualidades. Cada momento de convívio é uma lição, quem não
utiliza isso a seu favor pode ser cobrado de qualquer forma.
Sempre me visualizei como alguém que passa uma imagem leve,
descontraída, geniosa. Alguém engraçado, extrovertido, autoconfiante, de auto-estima
alta. Mas também uma pessoa teimosa, egocêntrica, evasiva, por vezes opaca. Uma
pessoa capaz das maiores loucuras e dos menores medos. No entanto, como eu me
vejo não bate na integralidade com a imagem que os outros têm de mim.
Alguns só provaram do melhor perfume, outros apenas do pior
veneno, mas neste pequeno frasco existe muito mais que apenas isso. Sou humano
e cometo erros e tenho hombridade de assumi-los, mas também tenho a
responsabilidade de tentar repará-los.
Cada vez que me afastei de alguém carreguei no coração a
certeza de que aquilo era parte de algo maior. Por vezes a culpa foi minha, era
incapaz de gerar a recíproca que me era solicitada, por outras fui eu quem
precisava de mais do que me era oferecido, mas na maioria das vezes foi apenas
a vida, seguindo seu curso, aproximando e afastando pessoas, nos fazendo construir,
desconstruir e reconstruir os laços.
Eu tenho meus conceitos de vida bastante fortes na mente,
eles são mutáveis como o Gêmeos porém são sólidos como Touro. Complementares como meus Sol e a minha Lua.
Gosto das coisas do meu jeito, ao meu tempo. Talvez,
infelizmente, o meu maior defeito seja justamente a auto-indulgência. No final
eu vou acabar sempre fazendo como eu preciso, como eu planejei, seja dias atrás
ou por toda uma vida!
Pra amar eu não preciso de quase nada, mas amar só não
basta!
Amigos são pra colocar pra cima, SEMPRE. Amizades não devem,
no geral, gerar conflito. Os amigos precisam se aceitar, se adaptar, se incluir
e excluir de acordo com a comodidade, ser cordiais, ser indulgentes, ser cada
vez mais irmãos. Por isso trocamos de amigos e poucos permanecem. Por vezes
alguns nunca deixam de ser nossos amigos, mas o nível da amizade muda. Nesses
tempos modernos manter relações é um desafio mútuo, quase uma luta diária
contra os princípios que passaram a ser disseminados no escopo da sociedade de
30 anos pra cá.
Por fim... Eu me respeito e vou sempre me respeitar. Cada um
precisa fazer isso por si próprio. A vida pode virar de cabeça pra baixo, mas
eu vou resistir. Ninguém é insubstituível!