sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Suspiro Final

Eu já tentei de tudo, quando eu digo de tudo, é TUDO mesmo.

Já fui geminiano, já fui taurino, já fui canceriano... Não adiantou!

Poucas coisas me incomodam seriamente, poucos são os motivos que fazem eu me mover da inércia do meu conforto e criar conflito, mas se isso acontece não é bom de ver! Eu sou ótimo nas apresentações e ainda melhor nas despedidas.

Pode ser meu Marte em Peixes que me faz queimar em iniciativa quando estou emocional, pode ser meu ascendente em Câncer que me faz vingativo, pode ser meu sol em Gêmeos que me faz orgulhoso... Não importa, só o que importa é que quando a minha Lua em Touro não agüenta mais resistir e joga a toalha, aí então é que a tempestade começa de verdade!!

Eu tenho uma série de defeitos, e não sou de esconder, como não escondo as minhas qualidades. Cada momento de convívio é uma lição, quem não utiliza isso a seu favor pode ser cobrado de qualquer forma.

Sempre me visualizei como alguém que passa uma imagem leve, descontraída, geniosa. Alguém engraçado, extrovertido, autoconfiante, de auto-estima alta. Mas também uma pessoa teimosa, egocêntrica, evasiva, por vezes opaca. Uma pessoa capaz das maiores loucuras e dos menores medos. No entanto, como eu me vejo não bate na integralidade com a imagem que os outros têm de mim.

Alguns só provaram do melhor perfume, outros apenas do pior veneno, mas neste pequeno frasco existe muito mais que apenas isso. Sou humano e cometo erros e tenho hombridade de assumi-los, mas também tenho a responsabilidade de tentar repará-los.

Cada vez que me afastei de alguém carreguei no coração a certeza de que aquilo era parte de algo maior. Por vezes a culpa foi minha, era incapaz de gerar a recíproca que me era solicitada, por outras fui eu quem precisava de mais do que me era oferecido, mas na maioria das vezes foi apenas a vida, seguindo seu curso, aproximando e afastando pessoas, nos fazendo construir, desconstruir e reconstruir os laços.

Eu tenho meus conceitos de vida bastante fortes na mente, eles são mutáveis como o Gêmeos porém são sólidos como Touro. Complementares como meus Sol e a minha Lua.

Gosto das coisas do meu jeito, ao meu tempo. Talvez, infelizmente, o meu maior defeito seja justamente a auto-indulgência. No final eu vou acabar sempre fazendo como eu preciso, como eu planejei, seja dias atrás ou por toda uma vida!

Pra amar eu não preciso de quase nada, mas amar só não basta!

Amigos são pra colocar pra cima, SEMPRE. Amizades não devem, no geral, gerar conflito. Os amigos precisam se aceitar, se adaptar, se incluir e excluir de acordo com a comodidade, ser cordiais, ser indulgentes, ser cada vez mais irmãos. Por isso trocamos de amigos e poucos permanecem. Por vezes alguns nunca deixam de ser nossos amigos, mas o nível da amizade muda. Nesses tempos modernos manter relações é um desafio mútuo, quase uma luta diária contra os princípios que passaram a ser disseminados no escopo da sociedade de 30 anos pra cá.

Por fim... Eu me respeito e vou sempre me respeitar. Cada um precisa fazer isso por si próprio. A vida pode virar de cabeça pra baixo, mas eu vou resistir. Ninguém é insubstituível!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Saudade


Ás vezes sinto tantas saudades da infância que chega a doer.

Não porque a minha infância tenha sido espetacular, mas porque se comparar a minha cabeça daquela época com a de hoje me dá simplesmente desespero.

Era um tal de ser feliz sem sentir, de inventar brincadeira, de sair sem rumo, de não ter hora pra acordar... Hoje eu sei que a minha personalidade só serve pra ser criança!

Porque a gente cresce e começa a se deparar com tanta responsabilidade que chega uma hora que a gente tem que começar a aceitar que é preciso optar.

É optar entre um amigo e outro, entre a família e os amigos, entre o namoro e a família, entre o trabalho e o lazer, entre o sono e a consciência. É um tal de optar forçadamente, continuamente e inesperadamente que leva a vida adulto a uma eterna sucessão de frustrações e arrependimentos!

Sinto saudades da minha liberdade de criança. Liberdade de dizer o que quisesse, de errar sem compromisso, de ser o que eu sou. Saudades de não ser cobrado pelo que nada tem a ver comigo.

Daqui pra frente resolvi que não quero mais sentir saudades, agora vai ser o mundo que vai ter que sentir saudades de mim!!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Ser adulto


É difícil pensar na última vez que pensei que estava tudo bem. É difícil pensar na última vez que disse que estava tudo bem. É difícil lembrar da última vez que dormi de imediato sem antes ter que me libertar das angústias e das incertezas. É isso... Bem vindo à vida adulta!

Quando me dá vontade de gritar, de jogar tudo pro alto, de mandar quem merece se fuder... Eu penso que eu sou e eu preciso ser superior a tudo isso. E como eu consigo? Nem eu mesmo sei!

É curiosamente engraçada uma pessoa como eu. Ainda mais crente em astrologia e mística como eu. Um Geminiano, impaciente, intolerante e absolutamente superficial, num mix com um ascendente em Câncer, que me faz super família, apreciador do carinho, delicadeza e educação e em conta partida com uma lua em Touro que me faz pouco emocional, teimoso e extremamente objetivo.

Acho que no fundo é um pouco de tudo pra ser feliz... Um pouco de amor, um pouco de respeito, um pouco de afinidade, um pouco de prazer! Eu tenho um pouco disso tudo para comigo mesmo!

É tanta coisa me irrita, o tempo todo, que se ficar irritado acabasse com meu dia seria impossível ser feliz. Mas existem aquelas coisas que incomodam e permanecem... Essas são as piores! Aquelas coisas que não podemos mudar, que o destino nos obriga a enfrentar. Hoje eu enfrento várias, ao mesmo tempo, umas por absoluta incapacidade técnica de resolver, outras por obstinação, mas ainda assim enfrento!

São 35 semanas pra minha capacidade de escolha passar a existir, mas eu resisto, a pouco eram 52. São 20 semanas pra começar a ter poder sobre a minha vida e ainda assim eu persevero. São 17 semanas com apenas dois fins de semana livres, com prazer e descanso e ainda assim eu não me permito surtar. É só 1/3 do caminho e já parece tão difícil!!

Além disso, acontecem sempre coisas desagradáveis, pessoas desagradáveis... É muito difícil ser adulto! É preciso ser hipócrita, dissimulado, bajulador, cínico... É preciso ser opaco.

Ás vezes me pergunto se as nossas próprias convenções sociais não são as responsáveis pela evolução pífia da sociedade. E acho que concordo comigo mesmo! Os valores mais almejados, exaltados e coroados são na verdade os menos valorizados.

Quem é bom é enganado. Quem é solidário é motivo de deboche. Só quem revida é tratado como um igual!

No fim o que importa é que cada um tem que tentar dormir com a sua consciência e fazer de cada dia feliz. A felicidade é um produto dos seus sonhos pela sua autoestima!

sábado, 15 de setembro de 2012

Conselhos

Certa vez, eu recebi uma bela carta, ela tinha o perfume e a beleza da minha paixão. Só que ainda mais importante, ela continha palavras que eu perseguirei por toda a vida. Dali em diante criei meu paradigma de relacionamento. Portanto hoje resolvi postar e dividí-las com mais quem quiser!

"Depois de meditar sobre o assunto concluí que os casamentos ou (relacionamentos) são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa. Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade de relacionamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?. Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar." Scheherezade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são decapitados pela manhã, e terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O Império dos Sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, Sheherezade o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fosse música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinhos com as palavras não é repetindo o tempo todo: "Eu te amo". Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, EU TE AMO não quer dizer mais nada". É na conversa que nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma".
Tênis é um jogo feroz, o objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente por aí que ele vai dirigir sua cortada palavra muito sugestiva - que indica o seu bjetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora do jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
Frescobol se parece muito com tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra. O erro de um, no frescobol, é um acidente lamentável que não deveria ter acontecido. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo que ninguém marca pontos... A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá... Mas há pessoas que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão...O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde. Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor...Ninguém ganha, para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim..."


Desejo a mim e a todos relacionamentos e casamentos frescobol. Se todos tivermos esse cuidado ninguém mais vai ter que sofrer além do fisiológico!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Tempo

Podia falar de nostalgia, ou de princípios, mas acho que no fundo é quase tudo em razão do tempo.
Como o tempo passou pra mim e como ele passa pra você.
Cada um tem a sua percepção, a sua forma de encarar o escorrer de horas, dias, semanas, através dos olhos e da mente.
Não sou um bom exemplo de generalidade, no entanto nunca busquei isso e nesse aspecto ainda mais respeito meu jeito particular de ser. Não cobro do tempo o que eu mesmo não pude me dar.
Senti necessidade de escrever racionalmente sobre o que sinto hoje ao me dar conta de que dentro de pouco tempo será definitivo um acontecimento pelo qual aguardei ansiosa e temerosamente.
Destinos são unidos e separados a todo momento, faz parte da vida, mas é muito difícil saber que nossos caminhos um dia tão próximos se dividem pra um provável eterno adeus.
Não deveria haver pesar ou medo, a separação entre nós já ocorreu a tanto tempo que nem sei mais a razão de sentir algo, mas a perspectiva do definitivo é sempre mais assombrosa.
Daqui pra frente passo então a depositar no tempo o que sempre coube a ele, a responsabilidade de criar, recriar e também desfazer.
Li uma frase perfeita e sem mais ela diz tudo que poderia sentir: "You may have a hard time pinning one down, but once you've won the heart of a #Gemin, it's yours for life."

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Erros e Consequências

Passei a vida toda tentando evitar errar. Achei que ouvindo as experiências dos outros ia evitar os erros que que eles cometeram e não ia passar pelos sofrimentos que eles passavam.
Não me enganei, de fato viver assim é muito mais coinsciente. Vivi uma vida mais controlada, evitei muitas decepções, não me arrependo de ter feito essa escolha.
Depois de muitos anos, no entanto, venho descobrindo que a vida é praticamente feita pra se errar. Que são os erros que mudam as tragetórias e não os acertos! Se desejamos ter controle sobre a nossa tragetória devemos cuidar pra não errar, mas sei desejamos ser felizes sem esforço os erros devem existir e lidar com eles deve ser natural. Não é a toa que criaram a frase "Se você obedecer todas as regras, vai perder toda a diversão."
Parece que no fundo é isso mesmo. A excitação de quebrar as regras, de ser impulsivo, de se jogar no abismo, de perder o controle... Essa é a emoção mais genuína. Existe uma parte da felicidade que só vai existir se você se permitir isso.
E aí pensando sobre isso chego a considerar que o objetivo final sempre foi alcançar numa vida sem erros, me aproximando da minha utópica perfeição. Porque não é real a idéia de que apenas dessa forma os problemas deixariam de existir, porque o preocupante não são os erros e sim as consequências.

As consequências são incontroláveis, são inevitáveis. Fazendo o bem ou fazendo o mal estamos gerando consequências o tempo todo, querendo ou não. O ato de hoje se soma aos de ontem e vão todos se associando numa trama eterna enquanto dura a vida. Vamos receber consequências imediatas, mas também vamos receber outras a tanta distância que sequer saberemos em quê justificá-las.
A beleza ou a tormenta da vida reside portante em lidar ou não com as consequências em um primeiro estágio e em outro nível em como se responde a elas e até que ponto se está disposto a contorná-las.
Eu, particularmente, observo constantemente o tipo de consequência a que sou submetido. Até porque sempre há um tempo para reação, e quanto antes você descobre o que vem, mais tempo você tem pra decidir o que fazer a respeito.
Quem escolhe não lidar com as consequências vive uma vida superficial. Só mantém o que a vida gentilmente permitiu. Faz o que quer, mas em geral não recebe nada do que deseja. Se não se está disposto a lidar com consequências, não se está realmente disposto a viver!
Em outro ponto, perceber e lidar com as consequências de forma ativa ou passiva acaba por ser, de uma outra forma, também determinante. Nos pontos em que desejamos interfirir, gastamos energia. Agir contra uma conquência é em geral muito mais desgastante que evitá-la, mas de fato raramente somos capaz de prevê-las com alguma margem de segurança. Durante a vida temos nossa personalidade permanentemente testada em todos os seus aspéctos: o caráter, a abnegação, a responsabilidade, a racionalidade, a capacidade de se emocionar... E a nossa personalidade muda de acordo com as consequências dos pontos em que escolhemos agir ativamente ou passivamente. Estamos em constante transformação e há pequenos pontos de ruptura constantes.

No final acabamos sempre por errar. Pecar por excesso pode sim ser pior que pecar por falta e aqui vos escreve alguém, que sem humildade alguma, tem a certeza que pecou muito mais por excesso que por falta, pelo menos no meu próprio prisma.
Os meus erros em geral derivaram da tentativa de manter tudo que me agrada e me agradava de uma forma estática no tempo. Mas quanto mais a vida avança, mais mudamos e mais energia gastamos se tentamos não nos adaptar. Quanto mais se deseja manter as coisas de uma forma estática, mais pressionamos nós mesmos entre a nossa personalidade e o resto do mundo. Pago o preço da minha nostalgia até os momentos que não tenho mais forças pra lutar a favor dela.
Sempre tentei ser humano de menos, racional demais, sincero de menos, homem demais e não fui bom o suficiênte em nada disso.
Ser o que gostaríamos de ser é muito mais uma adaptação do gostar do que do ser. Somos o que nascemos pra ser, devemos a nós mesmos a responsabilidade de viver de fato as nossas vidas, com erros e consequências, e não podemos nos omitir diante do mundo.
Errar é constante, passaremos a vida mirando nos erros dos outros e acertando nos nossos próprios. Eu tento ser o que gostaria de ser, o que acho melhor ser, mas ás vezes as pessoas só esperam de você que você seja quem você é, na busca de justificar as suas imperfeições. Pago o preço eterno de não querer pagar preço algum!
Fui quem não deveria ter sido. Fiz o que não devia ter feito. Tive tudo que quis!
Hoje sou o que sou, faço o que preciso fazer e tento ser feliz!

Nunca vou poder agradar ou manter a minha volta todos que amei, amo ou amarei.. Mas sigo amando e me permitindo viver porque de nada adianta a vida se não pra sermos felizes.
Hoje pra mim cada risada, cada dança, cada abraço, cada confição, cada soneca, cada porre e tantas outras coisas são de verdade minhas e por isso eu guardarei pra sempre na minha memória, não pra uma nostalgia de fatos, mas como a certeza de que pude viver verdadeiramente sendo eu mesmo!

A vida vai seguir mudando, nós vamos seguir mudando... O sentimento que nos une é reponsável por nos adaptar ao que vêm pela frente e seremos tão unidos quanto mais perto nossos corações estejam, independente de qualuqer distância geográfica entre nós!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Critério

A vida, pelo menos pra mim, é um processo constante de autocrítica e autoconhecimento.
Quem não se avalia, não se julga, não se pergunta os porquês, acaba por não evoluir e não se conhecer.


Eu, como seguidor zodiacal que sou, posso brincar de dizer tudo isso de uma forma diferente... E vou tentar.
O tema pra hoje é CRITÉRIO!

Podemos ter diversar formas de enxergar essa palavra, e como nos relacionamos com nossos próprios critérios diz muito de cada um. Critério se relaciona com caráter, ao passo quem não possui critério é alguém de caráter, no mínimo, oculto. É tão importante possuir critério, quanto conhecê-lo e ter uma boa relação com ele. Além disso o critério advêm de outras marcas de vida, ele se baseia nos seus desejos, se espelha na sua carência e se pauta na sua experiência.


Pra brincar de uma forma zodiacal é importante saber que o tipo de critério a que me refiro reflete muito mais que o signo solar comum. Este é influenciado principalmente pela sua Lua e seu Vênus natal e apenas expresso pelo seu Eu solar.

Iniciando... Como um Ariano já me disse certa vez, e atribuí bem ao seu signo essa forma de expôr, há pessoas de critério essencialmente explosivo, influenciável, fulgaz. Partilha desta maneira de enxergar quem necessita tanto do presente que em parte suprime as experiências passadas. São pessoas vívidas, entusiasmadas e especialmente concentradas no que lhes desperta desejo. Outros signos também são assim... Podemos destacar além dos arianos, os aquarianos e os sagitarianos nesse grupo. A questão se baseia muito no que se têm agora e muito pouco no que virá a seguir!

Como em outra ocasião já ouvi também um Taurino, há pessoas de critério objetivo, marcado, fixo. Nesse outro caso penso como alguém que mira no êxito por si só. São pessoas em geral extremamente apegadas ao futuro. São cautelosos, calmos, incisivos em atitudes e palavras. Pra esse grupo além dos taurinos se enquadrariam os escorpianos e os leoninos. O ponto de apoio se foca no que um pode acrescentar, minar ou vir a compartilhar com outro.

Numa outras perspectiva um bom geminiano, como até eu mesmo, diria que critério deve ser racional e no entanto, mutável. Não se pode ver algo no futuro sem viver o presente e não se pode esquecer o passado pra se planejar o futuro. O enfoque é no prazer sem arrependimento, na durabilidade atrelada a liberdade. São portanto apegados a todas as fases quase que igualmente, passado, presente e futuro num só. São a principio extremamente expansivos e nas suas leis apegadamente reservados. Sabem o que desejam, mas podem mudar de idéia no meio do caminho. Os librianos e virginianos se unem aos geminianoos nesse grupo. Aqui o fato é o companheirismo que acrescenta perto e longe.

Por último temos o lema canceriano, marcado pelo amor. E diriam eles, de que vale a vida se não for pra amar. É um ponto de vista que carrega um apelo emocional tão forte que edita por décadas o passado. O direcionamento parte da construção a partir do sentimento, da entrega, da divisão e reintegração. Isso os torna apegados ao passado de uma maneira intransponível, na qual os exemplos vividos vão nortear por um longo tempo as escolhas e preferências, seja no que atrai, seja no que repele. São reservados e extremamente cortezes, mas é comum que guardem boa dose de possessividade. Junto dos cancerianos temos os piscianos e os capricornianos.

Deixando de lado isso tudo retomemos o critério. Que de fato é bastante pessoal, mas traçados perfis não há muito como misturar. Eu em geral me atraio apenas por 2 destes 4 perfis, e é natural que a todos seja assim, porque dificilmente somos completamente um destes e portanto que nos atraiamos por apenas um, mas também é igualmente inesperado que alguém que possua critério se atraia por outras pessoas que misturem 3 ou os 4 perfis, seja pra amizade íntima, seja pra namoro.

Hoje o que eu me peguei pensando foi: "Ainda é possível escolher sem critério?!"
A intrigante resposta após reflexão é: "Cada vez mais possível."

As pessoas de hoje se conhecem menos, se respeitam menos, e se permitem mais. Essa conjunção desastrosa leva a um ciclo vicioso de carência não suprida que é transformada abertura do critério. Cria envolvimentos multiplos e efêmeros que buscam por substituir a intensidade ocultada na rotina. O critério acaba tão ampliado, que em si, deixa de existir. Os outros passam então a representar somente o signo do rótulo que se decide dar a eles e vamos em seu encontro quando daquela fonte buscamos sorver.

A falta de critério leva ao caos emocional e a instabilidade das relações dos dias atuais. Se mais pessoas buscassem ter critério, mais pessoas se assemelhariam com gente. E ser GENTE é um critério essencial pra fazer do mundo sustentável!

Não busque ser o que gostaria de ser, nem ser o que gostaria de ter, respeite quem você é se conhecendo. Não há nada mais gratificante que ter a certeza que cada momento foi um espelho do que você é como pessoa. Quem possui seus critérios, inspira a si mesmo, todos os dias!

Concelho de um Geminiano, com ascendente em Cãncer e lua em Touro!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Escolhas

        Quando a vida chama pra realidade as escolhas devem ser feitas. São as escolhas que nos definem e não nossos sentimentos, mas as duas grandes e contraditórias questões são: Estamos sempre preparados pra escolher? A resposta com certeza é NÃO! Podemos ser responsabilizados por ser produto de nossas escolhas então? A resposta é com certeza SIM!
       É difícil não olhar pra trás e apontar com rapidez pelo menos algumas grandes falhas de escolha que cometemos. Momentos que escolhemos solidão e deveríamos ter pedido colo, momentos que precisávamos de silêncio e optamos por uma enchurrada de palavras. Mas com o olhar do hoje não se pode julgar o ontem, pois ontem eramos diferentes e nossas escolhas nos definem também ao longo do tempo, tanto pro presente quanto pro futuro.
       É gratificante enxergar que algumas poucas escolhas certas, aliadas a um certo grau de empenho, podem nos conduzir aos momentos mais felizes que jamais imaginamos viver. Ao mesmo tempo pode-se dizer que também, algumas delas erradas, nos trouxeram arrependimentos e tristezas que não se foram com a mesma facilidade. Sempre haverão os dois lados e somente os tolos e os inconsequentes não se arrependem.
       Por hoje parei de focar meu olhar no copo-meio-vazio e vou tentar absorver um pouco de um espírito de auto-indulgência. Ás vezes as escolhas não são feitas pela razão e é muito importante que isso aconteça. Desistir é mais difícil que tentar em grande parte das vezes.
       O desafio de viver é reviver as escolhas. Não podemos nos responsabilizar por chegar a ponto algum, porque por vezes a correnteza é demasiado intensa para que se possa lutar indefinitamente contra ela, mas somos completamente responsáveis por permanecer estagnados em qualquer aspecto que nos incomode. Somente refazendo escolhas refazemos o caminho.
       Por vezes certas escolhas serão considerdas pelos que estão a nossa volta como bruscas, precipitadas ou desproporcionais, mas se há um grande sentimento de que são necessárias para aquele momento não devem haver arrependimentos. A memória da razão é efêmera, mas a do coração é quase eterna.
       É provável que eu venha a me arrepender no futuro de algumas escolhas que fiz hoje, mas no passado também fiz escolhas das quais naõ me felicito agora. No fim o importante é seguir em frente e tentar fazer o melho, ainda que não seja o mais fácil!

Same Mistake
So while I'm turning in my sheets And once again, I cannot sleep Walk out the door and up the street Look at the stars beneath my feet Remember rights that I did wrong So here I go
Hello, hello
There is no place I cannot go My mind is muddy but My heart is heavy, does it show I lose the track that loses me So here I go
And so I sent some men to fight, And one came back at dead of night, said "Have you seen my enemy?" said "he looked just like me" So I set out to cut myself And here I go
I'm not calling for a second chance, I'm screaming at the top of my voice, Give me reason, but don't give me choice, Cause I'll just make the same mistake again,
And maybe someday we will meet And maybe talk and not just speak Don't buy the promises 'cause There are no promises I keep, and my reflection troubles me so here I go
I'm not calling for a second chance, I'm screaming at the top of my voice, Give me reason, but don't give me choice, Cause I'll just make the same mistake (REPEAT) again
So while I'm turning in my sheets And once again, I cannot sleep Walk out the door and up the street Look at the stars Look at the stars, falling down, And I wonderwhere, did I go wrong.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Who cares?

Reclamar é muito bom!
Não conheço ninguém que dispense uma boa dose de reprovações ao mundo.
Seja por motivos sérios ou besteiras reclamamos o tempo todo, é inerente ao ser humano!
O que diferencia uns dos outros basicamente é a intensidade e a frequência que se divide as insatifasções com os outros.
É tão verdade que ás vezes somos taxados de pessimistas e insatifeitos por uns e de pessoas pacientes e tranquilas por outros apenas pela relação que temos com cada um deles.
No fundo o que importa é o momento e ninguém normal fica realmente prestando atenção em quantas vezes por dia fica irritado com algo que desaprova.
Mas infelizmente a vida mostra que nem sempre podemos reclamar e isso seja uma das maiores reclamações minhas da bendita vida em sociedade!

Eu poderia tecer estruturas lógicas bastante complexas pra convencer que o meu ponto de vista está correto, mas por hoje não estou preocupado com isso.
De fato o que me motivou a escrever sobre isso foi apenas poder reclamar de coisas que não tenho tempo ou meios de reclamar no dia-a-dia.
Portanto de inicio já adianto que é bem possível que não concordem com grande parte do que vou expôr, mas ainda assim pouco mudará minha opinião sobre isso.

De inicio queria mesmo reclamar sobre o que acho que deveria ter tido e não tive. Na verdade um pouco mais que isso...
Gostaria de reclamar da displicência com que as pessoas tendem a encarar os sonhos dos outros.
E não penso de forma alguma que sou um grande detentor de qualidades a esse respeito, mas hoje não é dia de ninguém reclamar de mim!
Sei por hora que odeio o motivo dos outros e sempre quis mesmo foi saber dos meus, mas que por vezes me vi ser assim e não concordei comigo.
Acho a principio lamentável qualquer forma de acomodação burra. Portanto não me interessa se você quer ter uma linda vida no campo com seu cachorro e plantas, pode ser que quem "depende" de você não ache isso tudo tão legal!
Segundo e não menos importante, não interessa se você gosta ou não de algo, gosto é um aspecto muito particular, vivemos em sociedade, submeter os outros aos seus gostos é sempre frustrante e deselegante.
Não adianta guardar seus motivos só pra você, porque isso não impede que te critiquem, simplesmente não lhe dá chance de ter nada em sua defesa.
Quanto mas você determina fazer apenas o que lhe agrada ou deseja, mais você se afasta dos outros e não adianta pensar que isso não terá consequências.
Se a sua vida não evolui, suas relações não evoluem... E se as relações não evoluem elas acabam!
Pais que não se tornam amigos dos seus filhos passam a ser como retratos do passado pendurados na parece da sala, é preciso COMPARTILHAR.
O que determina se os amigos de hoje serão os amigos de amanhã não é seu sentimento por ele, nem tampouco as afinidades, isso será determinado pelas diferenças e pela capacidade de evoluçaõ de cada um ao londo dos anos.
Ficar, namorar, noivar, casar... São degraus de uma escada infinita. Não é possível conhecer ninguém completamente e não é saudável. Pessoas saudáveis estão em constante mudança. Quem não evolui será manipulado ou deixado por quem é capaz de seguir crescendo.
Relações de dependência são sempre negativas, principalmente porque estão fadadas ao insucesso. É preciso ser companheiro, mas é essencial ser individual. A entidade destrói pouco a pouco a identidade de cada um!
Espiritualidade é tão pessoal quanto essencial. Ter capacidade de entrar em comunhão com suas crenças e se desligar do presente é em geral a melhor forma de se ajustar de dentro pra fora.
Por fim, no fundo, não interessa o que se deseja, o que se sonha, o que se espera do outro, mas muito importante e saber tudo isso sobre você mesmo e informar ao outros... TODOS OS DIAS!

Pude ou não posso?

Pra pensar certas coisas é preciso ter amadurecimento, visão crítica, capacidade de abstração... Mas pra algumas é preciso mais... É preciso experiência pessoal!
Não dá pra dizer que se aprende integralmente nada apenas ouvindo conselhos, certa parte dos relatos só têm real peso pra quem viveu! Dar sentimento ao quadro ás vezes faz toda a diferença!
É nesse clima que os mais sortudos são criados, e eu posso agradecer de ser um desses... Muito mais difícil que dar conselho é saber receber conselho!!

Quando se é criança você determina seus parâmetros, seus limites, seu autocontrole... É desde muito pequeno que se determina a força do SIM e do NÃO, o que vai significar ouvir um incentivo ou uma reprovação, o que se faz com a informação que é recebida.
Pode ser que seja só uma visão particular minha, mas o fato de ouvir dos seus pais argumentações lógicas estruturadas, histórias de vida, devaneios pessoais, faz muita diferença em relação a se ouvir apenas uma palavra, seja ela SIM ou NÃO!
Não adianta depois que os anos passaram, quando já se é adulto, começar a ser tratado como ser humano pensante, é tarde demais e o mecanismo se perdeu, a porta de comunicação foi se fechando, pouco a pouco até que não há nenhuma fresta aberta!

Ouvir conselhos é uma tarefa difícil, é quase ou mais difícil que se autocriticar. De fato a única diferença é que ouvir conselhos possibilita a ampliação da visão por ambos os prismas de uma discussão e a autocrítica em geral é apenas oposta.
A beleza e a justa qualidade começa em se aprender a pedir conselho. Devemos estar abertos a ouvir, e precisamos estar cientes que a resposta pode ser praticamente qualquer uma. Quem pede conselho necessariamente deve afastar a autoindulgência.
Num segundo momento é importante praticar. Muitas vezes após ouvir não estaremos francamente decididos a que decisão tomar, mas é exercitando a nossa autoconfiança que aprendemos a pesar os conselhos futuros. Quem não discute não sabe decidir!

Pra quem praticou e viveu numa relação de aconselhamento mútuo é muito difícil sair e enxergar um mundo onde isso não existe. É muito complicado ouvir respostas rasas e descompromissadas de pessoas que se deseja manter no círculo próximo.
Dar conselhos deve ser tão responsável quanto ouvir, porque é neste momento que mostramos o quanto nos importamos com o outro e aumentamos nossos laços. Quando nos dispomos a pensar pelo outro e para o outro nos tornamos mais forte a relação.
Ouvir incentivos pode ser tão gratificante quanto ouvir uma reprovação, desde que se saiba como falar e como ouvir. Ao longo da vida se aprende que os "meios" são muito mais duradouros que os "fins".