quinta-feira, 17 de março de 2011

o Amor e a Amizade

       Quando eu era menor, desde o início mesmo, eu aprendi a desconfiar das pessoas. Talvez tenha sido o primeiro, de muitos sintomas, que eu teria de amadurecer cedo e aprender a ser cada vez mais racional. Agora seria o momento onde eu poderia destacar inúmeros fatos da minha infância e/ou adolescência, que não foi nada fácil, mas só me levaria a me perder do meu foco e objetivo, o que acontece muito, mas não vou deixar que aconteça dessa vez.
       O meu forte nunca foi ser sucinto e por isso mesmo não serei capaz de sê-lo agora, mas vou então começar logo a falar sobre o que eu quero expressar com esse texto.
       De início, e lá naquele principio, onde a gente forma a personalidade, eu vi a emoção sendo a razão de viver das pessoas. Vi gente ser feliz com uma vida cheia de amarguras, e só transmitir doçura. Vi gente ser muito infeliz numa vida cheia de possibilidades e apoios. Acho que nesse momento comecei, inconscientemente, meu estudo sobre os sentimentos e as emoções.
       Pra tentar entender como eu funcionava comecei a questionar o que é sentimento e o que é emoção. Até hoje não cheguei a uma hipótese final, mas criei e recriei muitas teorias e a mais importante foi 'Amor é um sentimento, Amizade é uma emoção'.
       Paralelamente a esse conceito fui desenvolvendo sobre outros ícones como: Medo (sentimento), Angústia (emoção), Felicidade (sentimento), Alegria (Emoção), Dor (sentimento), Decepção (emoção), e por aí vai. Mas para explicar vou adotar a teoria simplificada: Emoções são produzidas pelos sentimentos; O mesmo sentimento gera várias emoções em diferentes momentos; Mudamos os sentimentos com a alma e mudamos as emoções com o corpo.
       Depois dessa tempestade das minhas auto teorias, originais e levemente clichês posso falar melhor sobre Amor e Amizade.
       Ao longo da vida já me senti amigo de muita gente, e vice-versa. E não vou negar que essa sensação é muito boa, uma das melhores. Passa confiança, com toque de liberdade, passa alegria, com um toque de nostalgia. Mas quando essas amizades acabaram o gosto não foi tão doce pro meu coração. No entanto foi aí que eu aprendi a veros sentimentos e não as emoções e passei a ser imensamente mais feliz. não me apoio mais nas Amizades, e sim no Amor. E esse amor adormece, hiberna e reascende ao meu prazer e vai sempre me acompanhar. Quando eu lembro dos momentos ao lado dos amigos de hoje e de outrora a nostalgia é totalmente positiva porque eu me lembro e revivo o meu amor. Foi assim que eu aprendi a perdoar, e posso dizer que o orgulho não está na lista dos pecados que me atormentam. Esse perdão eu encontrei em mim e não nos outros, e foi me perdoando que aprendi a perdoar os outros.
       No mundo de hoje, onde há uma forte ilusão de que a individualidade deve superar o grupo, perdoar está em baixa. Quem perdoa é taxado de bobo, mas os bobos são os mais felizes. E quem não sabe se perdoar, não imagina o prazer de guardar só as partes boas de tudo.
       Cada um tem os seus mecanismos e os seus valores. Em mim a capacidade de praticar o perdão me tornou autoconfiante e objetivo, me tornou um amante em potencial.
       Chegamos de volta, portanto, ao Amor. É o amor que sinto pelas pessoas que permanece comigo, junto com o amor que sinto por mim mesmo. Quanto mais eu amo o outros, mais eu sou capaz de me amar!
       Quando eu penso em tudo que já vivi, penso numa enxurrada de emoções. Cada experiência me moldou e isso é amadurecer, é uma opção. Só aprende com os fatos quem racionaliza as emoções. Parece um paradoxo, mas no fundo não é. Emoção e razão são tão complementares quanto o corpo e a alma. Quem não desenvolve um ou outro se sofre mais, evolui-se mais devagar e é inevitavelmente mais infeliz. A partir desse ponto, onde procuramos o porque das emoções, a razão delas dominarem, o signo que elas nos trazem, é neste ponto que iniciamos o processo de disciplinar o corpo. A mente está no corpo e as emoções estão na mente. Não podemos disciplinar os sentimentos, mas podemos fazer isso com as emoções. É tudo questão de prática, é tudo questão de tempo, é tudo questão de força de vontade e a vontade é um sentimento.
       O comportamento é o resultado das emoções e é por isso que o "inferno" está cheio de boas intenções, porque os sentimentos são apenas intenções e o que fazemos com eles acaba por fazer toda a diferença. É preciso respeitar o outro, sem perder o respeito por nós mesmos, e respeitar é reconhecer os limites e aceitar nossos gostos, é reconhecer que os frutos que buscamos e aqueles que decidimos por abdicar naquele ou neste momento. A vida é feita de escolhas e não deve haver remorço por escolher. O sentimento é uma via de mão dupla e portanto somos capazes de doar tudo que recebemos. Escolher é colocar o nosso punho sobre a caneta que escreve o nosso presente, passado e futuro, e ser nós mesmos. Quem não escolhe não vive a própria vida.
       No final, as certezas, ela são parte do que escolhemos e aceitar suas consequências e quase tão importante quanto aceitar seus porquês. Se eu pudesse lhe dar uma concelho eu lhe diria, ame sempre. O Amor incondicional é uma dádiva pra quem recebe e um milagre pra quem dá. Amar não custa, não atrasa, não dói!
       Quanto mais amor sentimos, melhores maigos nos tornamos, melhores amantes seremos, masi felicidade receberemos. Se podemos nos amar porque sermos apenas amigos!? EU TE AMO!!!

Texto dedicado a todos os meus amigos, do passado e do presente e em especial a:
Camila Gervasio, Cristina Machado, Edson Neto, Eduardo Nunes, Érica Ribeiro, Fabiola Rezende, Glauco Viana, Juliana Farias, Lenon Fialho, Lisle Meneses, Mariana Farias, Pedro Marinho, Robson Lima, Sérgio Soares, Suellen Soares

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